sexta-feira, 1 de abril de 2011

Fábula "A joaninha sem pintas"

Fábula da Joaninha sem Pintas

A joaninha Lisa andava muito triste por não ter pintas e por ser diferente das outras joaninhas. Gostava muito de ter uma pintas pretas sobre as asas vermelhas, mas elas não apareciam. Decidiu queixar-se à Abelha-Mestra, a rainha do insectos.
A Abelha-Mestra disse:
- Toma um pouco mel e espalha pelas asas! Depois deita-te ao Sol.
A joaninha fez o que a Abelha-Mestra sugeriu e adormeceu ao Sol.
Quando acordou reparou que já tinha pintas negras nas asas e ficou muito feliz… Estava tão contente que esvoaçou de flor em flor para que todos vissem as suas pintas…
Quando encontrou a Abelha-Mestra, resolveu agradecer-lhe e perguntar-lhe o como tinha conseguido fazer tal milagre.
A Abelha respondeu-lhe:
- Quando adormeceste ao Sol as moscas sentiram o mel e pousaram nas tuas asas, fazendo as suas necessidades…
- O quê? As pintas são fezes das moscas?
- Sim… Tens o que querias…
- Prefiro ser como era do que ter as minhas asas sujas…
A joaninha Lisa foi tomar um banho ao regato e nunca mais ficou triste por não ter pintas nas asas. A Abelha-Mestra ensinou-lhe uma lição: nunca devemos ficar tristes por sermos diferentes.

Fábula " A raposa e a cegonha"

A Raposa e a Cegonha



Um dia a raposa convidou a cegonha para jantar. Querendo pregar uma peça na outra, serviu sopa num prato raso. Claro que a raposa tomou toda a sua sopa sem o menor problema, mas a pobre da cegonha com seu bico comprido mas pode tomar uma gota. O resultado foi que a cegonha voltou para casa morrendo de fome. A raposa fingiu que estava preocupada, perguntou se a sopa não estava do gosto da cegonha, mas a cegonha não disse nada. Quando foi embora, agradeceu muito a gentileza da raposa e disse que fazia questão de retribuir o jantar no dia seguinte.
Assim que chegou, a raposa se sentou lambendo os beiços de fome, curiosa para ver as delícias que a outra ia servir. O jantar veio para a mesa numa jarra alta, de gargalo estreito, onde a cegonha podia beber sem o menor problema. A raposa, amoladíssima, só teve uma saída: lamber as gotinhas de sopa que escorriam pelo lado de fora da jarra. Ela aprendeu muito bem a lição. Enquanto ia andando para casa, faminta, pensava: "Não posso reclamar da cegonha. Ela me tratou mal, mas fui grosseira com ela primeiro".
Moral: Trate os outros tal como deseja ser tratado.